Microlitíase Renal: quando pequenos cálculos merecem atenção

O que é microlitíase renal?

A microlitíase renal é o termo usado para descrever a presença de múltiplos microcálculos nos rins, geralmente com diâmetro menor que 3 mm. Diferente das pedras renais maiores, que podem obstruir o ureter e causar crises de cólica, esses pequenos cristais podem passar despercebidos em muitos casos.

O diagnóstico é feito quase sempre em exames de imagem — como a ultrassonografia — que identificam esses pontos brilhantes no parênquima renal ou nas papilas.


Microlitíase renal causa dor?

Na maioria das vezes, não causa sintomas.
Esses microcálculos ficam alojados dentro do rim e não provocam dor. A dor ocorre geralmente quando uma pedra maior se desprende e percorre o ureter, desencadeando a famosa cólica renal.

Entretanto, em pacientes com microlitíase, pode haver episódios de desconforto lombar inespecífico, principalmente se os microcálculos se agruparem e aumentarem de tamanho.


Quando se preocupar?

Apesar de parecer algo inofensivo, a microlitíase pode representar um fator de risco para formação de cálculos maiores. Por isso, alguns sinais de alerta merecem atenção:

  • Histórico de cálculos renais prévios
  • Infecções urinárias de repetição
  • Dor lombar recorrente sem outra causa aparente
  • Presença de sangue na urina (hematúria)

Nestes casos, é importante investigação metabólica e acompanhamento com o urologista.


Existe fator genético?

Sim.
A litíase urinária, incluindo a microlitíase, está associada a fatores metabólicos e genéticos. Pessoas com histórico familiar de cálculo renal têm maior risco de desenvolver microlitíase e pedras maiores ao longo da vida.

Além da genética, hábitos de vida influenciam muito: baixa ingestão de água, excesso de sal e proteínas animais, obesidade e sedentarismo são fatores que aumentam a chance de progressão.


Conclusão

A microlitíase renal, embora muitas vezes assintomática, deve ser interpretada como um sinal de alerta. Ela mostra que o rim tem tendência a formar cristais e pode evoluir para cálculos maiores, dolorosos e potencialmente complicados.

O acompanhamento com o urologista permite identificar a causa, prevenir novos cálculos e orientar mudanças de estilo de vida que reduzem o risco.



“Escrito por Dr. Pedro Bastos, Urologista em Juiz de Fora, especialista no tratamento de cálculo renal e doenças urinárias.”

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